terça-feira, 25 de outubro de 2011

INTERATIVIDADE TV DIGITAL - Ginga


O que é Ginga?

Ginga é o middleware de especificação aberta adotado pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) e que será instalado em conversores (set-top boxes) e em televisores. É uma camada de software intermediária, entre o sistema operacional e as aplicações. Ele tem duas funções principais: uma é tornar as aplicações independentes do sistema operacional da plataforma de hardware utilizados. A outra é oferecer um melhor suporte ao desenvolvimento de aplicações. Ou seja, o Ginga será o responsável por dar suporte à interatividade.

Exemplo de tela Ginga
Exemplo de tela Ginga
Em outras palavras, um middleware para aplicações de TV digital consiste de máquinas de execução das linguagens oferecidas e bibliotecas de funções, que permitem o desenvolvimento rápido e fácil de aplicações interativas para TV digital. Essas aplicações vão possibilitar, por exemplo, acesso à internet, operações bancárias, envio de mensagens para o canal de TV ao qual se está assistindo, entre outros.
O Ginga é constituído por um conjunto de tecnologias padronizadas e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada do mundo atualmente e a melhor solução para os requisitos do país. O Ginga é o resultado de vários anos de pesquisas realizadas pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O sistema é subdividido em três subsistemas principais interligados (Ginga-CC, Ginga-NCL e Ginga-J), que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma será mais adequado do que o outro.
Ginga-CC
O Ginga-CC (Ginga Common-Core) oferece o suporte básico para os ambientes declarativos (Ginga-NCL) e procedural (Ginga-J), de maneira que suas principais funções sejam para tratar da exibição de vários objetos de mídia, como JPEG, MPEG-4, MP3, GIF, entre outros formatos. O Ginga-CC fornece também o controle do plano gráfico para o modelo especificado para o ISDB-TB e controla o acesso ao Canal de Retorno, módulo responsável por controlar o acesso à camada de rede.
Ginga-NCL
O Ginga-NCL foi desenvolvido pela PUC-Rio com o objetivo de prover uma infra-estrutura de apresentação para aplicações declarativas escritas na linguagem NCL (Nested Context Language), que é uma aplicação XML com facilidades para a especificação de aspectos de interatividade, sincronismo espaço-temporal entre objetos de mídia, adaptabilidade, suporte a múltiplos dispositivos e suporte à produção ao vivo de programas interativos não-lineares.
Para facilitar o desenvolvimento de aplicações Ginga-NCL, a PUC-Rio criou também a ferramenta Composer, um ambiente de autoria voltado para a criação de programas NCL para TV digital interativa. Nessa ferramenta, as abstrações são definidas em diversos tipos de visões que permitem simular um tipo específico de edição (estrutural, temporal, layout e textual). Essas visões funcionam de maneira sincronizada, a fim de oferecer um ambiente integrado de autoria.
Ginga-J
O Ginga-J foi desenvolvido pela UFPB para prover uma infra-estrutura de execução de aplicações baseadas na linguagem Java, com facilidades especificamente voltadas para o ambiente de TV digital.
Dessa maneira, pode-se afirmar que o Ginga é uma tecnologia que leva ao cidadão todos os meios para que ele obtenha acesso à informação, educação a distância e serviços sociais, utilizando apenas sua TV. O Ginga é uma especificação aberta, de fácil aprendizagem e livre de royalties, possibilitando que qualquer programador produza conteúdo interativo, impulsionando a programação de TVs comunitárias, por exemplo. Com o desenvolvimento do Ginga, o Brasil se tornou o primeiro país a oferecer um conjunto de soluções em software livre para TV digital.
Para ter mais informações sobre o Ginga, visite o site www.ginga.org.br ou então o site da Comunidade Ginga.
 Fonte de origem : http://www.dtv.org.br




Vídeo não pode ser exibido.

História do SBTVD

O Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) foi desenvolvido com base no sistema japonês Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial (ISDB-T) e tecnicamente conhecido como ISDB-TB, oferece uma série de diferenciais em relação aos sistemas de TV digital atualmente em funcionamento no mundo. Esses diferenciais estão justamente no “casamento” entre a base técnica de transmissão do sistema japonês com os padrões de compressão digital de áudio e vídeo introduzidos pelo Brasil, que são mais modernos e eficientes do que os adotados por outros padrões.
Assim, o sistema adotado no Brasil é o ISDB-TB, também denominado SBTVD. Na versão brasileira foram acrescentadas tecnologias desenvolvidas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Essa especificidade do sistema brasileiro possibilita a transmissão de conteúdo de altíssima qualidade, tanto em termos de imagem como de som, permitindo ao mesmo tempo a recepção móvel e portátil dos sinais de TV digital. Para oferecer esses diferenciais, o SBTVD adotou o padrão MPEG-4, também conhecido como H.264, para codificação de vídeo, e o HE-AAC v2 para o áudio. Mais detalhes podem ser encontrados na norma técnica 15602 (ABNT NBR 15602, partes 1, 2 e 3),  no site do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre(SBTVD): www.forumsbtvd.org.br.
Outros importantes diferenciais do SBTVD são a mobilidade e a interatividade. No caso da mobilidade é possível percebê-la na prática, uma vez que já estão à disposição do consumidor brasileiro diversos  dispositivos móveis por meio dos quais se pode assistir à TV digital, como celulares, mini-televisores e receptores USB para micros.
Em relação à interatividade,  os documentos sobre o middleware Ginga da TV digital brasileira estão em processo de Consulta Nacional da ABNT.  Para garantir que o Ginga esteja livre do pagamento de royalties, o Fórum SBTVD assinou um acordo com a Sun Microsystems. Eles desenvolveram  essa especificação utilizando a tecnologia Java em código aberto.
São muitas as possibilidades de interatividade e várias empresas estão trabalhando no desenvolvimento de aplicações que vão possibilitá-las. Em breve os usuários, utilizando o controle remoto, poderão responder a testes, obter informações sobre programas, comprar produtos anunciados, participar de enquetes e realizar operações bancárias etc.
Além disso, a adoção de uma plataforma nacional de middleware de código aberto, como o Ginga, possibilita a geração de empregos com mão de obra qualificada, incentivo à pesquisa e desenvolvimento, fortalecendo e expandindo o mercado de software e conteúdo interativo no Brasil, mercado esse de alto conteúdo tecnológico e de alto valor agregado.
Início
Em 1999, a Anatel, com o estabelecimento de termo de cooperação técnica com o CPqD, deu início ao processo de avaliação técnica e econômica para a tomada de decisão quanto ao padrão de transmissão digital a ser aplicado no Brasil ao Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens. A escolha do CPqD para a prestação desses serviços considerou não apenas o histórico de serviços prestados à Agência e às empresas operadoras da antiga Telebrás, mas o elevado domínio técnico das tecnologias de compressão digital de sons e imagens.
Em 27 de novembro de 2003 foi fundado o Comitê do SBTVD, responsável pelos estudos que definiriam o padrão a ser adotado no país. Após estudos conduzidos juntamente com universidades e emissoras de televisão, o sistema foi apresentado no dia 13 de novembro de 2005 pelo Ministério das Comunicações.
A conclusão a que se chegou foi que o melhor sistema de TV digital para o Brasil seria o ISDB-T, desenvolvido pelo Japão. Assim, em junho de 2006 o governo brasileiro anunciou a escolha do ISDB-T como base para o desenvolvimento do SBTVD.
O padrão ISDB-T é utilizado atualmente nas áreas metropolitanas do Japão. O mesmo foi defendido publicamente muitas vezes pelo Ministério das Comunicações e pelas empresas de comunicação brasileiras. Essa preferência era justificada pela capacidade do sistema atender a equipamentos portáteis, permitindo que o público assista TV, por exemplo, em celulares, mini-televisores e outros dispositivos móveis.
Essa capacidade foi um dos pontos decisivos para a escolha do sistema que, seguindo o desejo do governo brasileiro, também deveria proporcionar alta definição e interatividade para terminais fixos e móveis.
Os pesquisadores brasileiros acrescentaram uma série de atualizações no ISDB-T, como a adoção de padrões de compressão digital de áudio e vídeo mais modernos e eficientes do que os atuais sistemas de TV digital em funcionamento no mundo. Essas características permitem ao SBTVD a transmissão de conteúdo de altíssima qualidade para os telespectadores, possibilitando ao mesmo tempo a recepção móvel e portátil dos sinais de TV digital, nos mais diversos tipos de dispositivos, como celulares, mini-televisores, notebooks etc.
Tudo isso sem custos para o consumidor, uma vez que o SBTVD é um sistema de televisão digital aberto, livre e gratuito.
No DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), o padrão europeu, por exemplo, a transmissão para dispositivos móveis é tarifada pelas operadoras de telefonia.
Transmissões
O início das transmissões do SBTVD ocorreu no dia 02 de dezembro de 2007, em São Paulo. Depois vieram outras cidades. Nesse site mesmo é possível consultar o cronograma de implementação dos outros municípios aqui.
Os prazos estipulados no cronograma referem-se ao período de início e término do processo de implantação da televisão digital em diferentes regiões do território nacional.
Esse cronograma, entretanto, não é tão rígido como foi o lançamento em São Paulo, no qual todas as emissoras de radiodifusão iniciaram juntas as transmissões digitais. Dessa forma, o início das transmissões em outras cidades está a cargo de cada uma das emissoras.
Outros países
Brasil,  Peru,  Argentina,  Chile, Venezuela, Equador, Costa Rica, Paraguai, Bolívia, Nicarágua e Uruguai já anunciaram a adoção do padrão brasileiro de televisão digital ISDB-T.
É provável que outros países da América Latina adotem o SBTVD, garantindo a integração e a facilidade de suprimento de peças, equipamentos e soluções para o mercado de TV digital. Para alcançar esse objetivo o Fórum SBTVD e o governo brasileiro têm trabalhado em conjunto, realizando demonstrações do sistema em várias nações do continente.
É importante ressaltar que essa foi a primeira vez que se conseguiu realizar, no mundo, um trabalho de desenvolvimento e implementação de um sistema de TV digital por meio de parceria entre emissoras de TV, fabricantes de transmissores, de receptores, a indústria de software, universidades, centros de pesquisa e o governo federal.
Informações técnicas
Modulação e codificação – Apesar da escolha do ISDB-T como base para modulação, a codificação de vídeo utilizada é H.264/MPEG-4 AVC, enquanto no Japão se utiliza o MPEG-2.
Especificações técnicas
Aplicações: EPG, t-GOV, t-COM, internet
Middleware: Ginga, que em breve possibilitará a interatividade
Compressão: Áudio: MPEG-4 AAC | Vídeo: MPEG-4 AVC = MPEG-4/10 = H.264
Transporte: MPEG-2 para transmissão terrestre de TV e Protocolo RTP para internet (IPTV)
Para saber mais consulte Fonte de origem : http://www.dtv.org.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cartilha da TV Digital

Vídeo não pode ser exibido.




A TV analógica persiste economicamente, socialmente, cientificamente, politicamente, tecnologicamente, comercialmente e qualquer outro advérbio terminado em “mente” será afetado por essa nova forma de ver TV. A TV analógica persiste desde as experiências com disco de Nipkov1, considerando por muitos como o inventor da TV. A única novidade foi a introdução das cores, em 1950 nos Estados Unidos; no Brasil elas chegaram no dia 19 de fevereiro de 1972, com a transmissão da Festa da Uva diretamente de Caxias do Sul. Eram apenas 500 televisores coloridos recebendo a transmissão.

O que é a TV analógica?
Tecnicamente falando, e de maneira simplificada, podemos dizer que a TV analógica forma a imagem e o som de modo contínuo. Por isso vemos hoje imagens com contornos borrados (principalmente nas partes coloridas), chuviscos provocados por interferências (secadores de cabelo, liquidificadores, motores de carros e de motocicletas de modelos mais antigos, com ignição convencional), fantasmas, ruídos, distorções na cor da pele das pessoas, dificuldade para ler textos e números pequenos e, além de tudo, ouvir um som pobre, que às vezes até vem em estéreo. Mas quando falamos em TV analógica estamos nos referindo somente à transmissão, porque nos estúdios, praticamente todas as emissoras já utilizam o formato digital. O telespectador é passivo (não interage com a mídia) e para assisti-la é necessário estar dentro de uma sala na hora que o programa vai ao ar.
O que muda com a TV Digital?
A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns (1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores. E o que ela traz de diferencial para o telespectador?
O primeiro grande impacto é a alta definição, que aparece na mídia com as siglas HD (High Definition – Alta Definição) ou HDTV (High Definition Television – Televisão de Alta Definição) em inglês. Alta definição significa ver mais detalhes na imagem, como nos cinemas, por exemplo. A introdução da HDTV será gradual, mas as transmissões já iniciaram no formato digital com resolução comum, conhecida como SD (Standard Definition). O telespectador vai sentir a diferença porque as distorções da TV analógica, já citadas, desaparecerão, ou seja, teremos uma imagem limpa e som com qualidade de CD.
Som Surround 5.1
É um som com seis caixas acústicas, realce dos graves, conhecido na mídia como som de Home Theater. Esse som somente será usado com HDTV.

Tela no formato 16:9
Esse número é a relação entre Largura e Altura da tela. Às vezes é chamada de “tela de cinema” ou “tela larga”. Esse formato permite ver mais áreas das cenas do que a TV analógica, cuja relação é 4:3 (tela quase quadrada). Essa característica, em coberturas esportivas, nos dá a sensação de estarmos assistindo o evento no local em que o mesmo está acontecendo. Os analistas técnicos terão de ter mais cuidado nos seus comentários, porque estaremos com mais informações na tela3.
Mobilidade e Portabilidade
São características que vão acabar com a angústia de chegar rapidinho em casa para não perder determinado programa. O nosso sistema de TV digital permite que os programas possam ser vistos dentro de ônibus, carros, barcos, aviões, em notebooks, em celulares com os telespectadores em movimento, nos desk tops dos escritórios ou até com receptores de bolso.
Multi-programação
É uma alternativa para a alta definição, que permite assistir a programas diferentes no mesmo canal, ou ver o mesmo programa com vários ângulos/posições diferentes – muito bom para esportes em geral. Poderá reduzir conflitos em casa: um assiste à novela, o outro assiste ao noticiário, um terceiro assiste a programas esportivos etc. Esse recurso é configurável e a emissora poderá diminuir o número de canais aumentando a resolução. Por exemplo: dois programas com resolução maior que o SD, mas menor que o HD. Para usar esse recurso, precisa ter um aparelho para cada programa, até porque o áudio vem embutido no vídeo do programa.
Interatividade
Permite fazer compras pela TV sem ter que usar telefone, votar em pesquisas, consultar o guia de programação das emissoras, realizar operações bancárias, acessar à internet, além de outros serviços que vão aparecer à medida que a TV digital for se consolidando em todo o país.

Para saber mais consulte Fonte de origem : http://www.dtv.org.br

Glossário da TV Digital


1-Seg: É a tecnologia de transmissão digital de TV para aparelhos portáteis e móveis com áudio, vídeo e dados. Os dispositivos 1-seg são capazes de decodificar áudio, vídeo e dados contidas no segmento central. São treze segmentos no total. Este segmento central pode ser submetido ao processo de entrelaçamento de freqüência – independente dos outros 12 segmentos. Esse tipo de configuração permite a criação de um serviço portátil (1-segmento), que consiste em uma das camadas do canal de TV. Esta tecnologia possibilita que seja transmitido um sinal de TV para dispositivos móveis mesmo em movimento, sem interferências e perda da qualidade do sinal.
4:3: Ver “Relação de aspecto”.
16:9: Ver “Relação de aspecto”.
AAC: A sigla AAC significa “Advanced Audio Coding”, também conhecida como MPEG-2 part 7 ou MPEG-4 part 3, sendo esta última a adotada como padrão pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD). O AAC é um formato de áudio com alta compressão. Ele foi projetado como um codec (veja Codec) de melhor desempenho em relação ao MP3, sendo seu sucessor para codificação de áudio em taxas de bits médias a altas. Possui os recursos da Spectral Banda Replication (SBR) e Parametric Stereo (PS). Quando o SBR é utilizado, o AAC passa a ser chamado de HE-ACC v.1, onde a sigla HE significa High Efficiency (alta eficiência). A ferramenta PS permite que o áudio estéreo possa ser transmitido com uma baixa taxa de bits, sendo útil para as transmissões no serviço 1-seg que possui uma banda de transmissão pequena por utilizar apenas um dos 13 segmentos.
Ângulo de visão: Quanto maior for o ângulo de visão, maior a possibilidade de posicionamento lateral para assistir televisão sem perda de qualidade. Sendo assim, é necessário que antes de adquirir um televisor, o consumidor avalie o ambiente onde será instalada de forma a garantir que o posicionamento dos telespectadores atenda ao ângulo de visão proporcionado pelo televisor.
Aspect ratio: Ver “Relação de aspecto”.
AVC: Ver H.264.
Brilho: Quanto maior o brilho de um televisor, maior será a quantidade de luz emitida e melhor será a qualidade da imagem, principalmente em ambientes com maior iluminação. A quantidade de brilho é medida por meio do número de candelas (unidade de medida de intensidade de luz) por metro quadrado.
Canal de interatividade: É o mecanismo de comunicação que fornece conexão entre o receptor e um servidor remoto.
Canal de retorno: Possibilita o tráfego de informações entre o telespectador e a emissora de TV. Essa comunicação pode acontecer por diferentes tecnologias, como por exemplo, a internet, o telefone fixo ou a rede de telefonia celular.
Canal virtual: É a função que dispensa a necessidade de decorar novos números dos canais digitais uma vez que estes números serão os mesmos já existentes nos canais analógicos. Os números dos canais, tanto em VHF quanto em UHF, podem variar de acordo com a região do país. Sendo assim, a função de canal virtual permite que a numeração dos canais locais seja informada ao telespectador de forma automática.
Codec: (Coder/Decoder) é o acrônimo de Codificador/Decodificador, dispositivo de hardware ou software que codifica/decodifica sinais analógicos (analog) em sinais digitalizados. Há codecs com perdas e codecs sem perdas.
Codecs com perdas: os codecs com perdas são aqueles que codificam som ou imagem, gerando uma certa perda de qualidade com a finalidade de alcançar maiores taxas de compressão. Essa perda de qualidade é balanceada com a taxa de compressão para que não sejam criados artefatos perceptíveis. Por exemplo, se um instrumento muito baixo toca ao mesmo tempo que outro instrumento mais alto, o primeiro é suprimido, já que dificilmente será ouvido. Nesse caso, somente um ouvido bem treinado pode identificar que o instrumento foi suprimido.
Codecs sem perdas: os codecs sem perdas são aqueles que codificam som ou imagem para comprimir o arquivo sem alterar o som e imagem originais. Se o arquivo for descomprimido, o novo arquivo será idêntico ao original. Esse tipo de codec normalmente gera arquivos codificados que são entre duas a três vezes menores que os arquivos originais. São muito utilizados em rádios e emissoras de televisão para manter a qualidade do som ou da imagem.
Compressão: É um método eletrônico para redução do número de bits exigidos para armazenar ou transmitir dados dentro de um determinado tempo ou espaço definido. A indústria de vídeo utiliza diversos métodos de compressão, porém o método adotado pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre é o MPEG-4. Para a compressão de áudio, o método de compressão adotado é o AAC.
Conexões multimídia: São as conexões por meio das interfaces USB, Firewire e Ethernet. São utilizadas de diversas formas, como por exemplo: atualização do conversor, visualização de fotos no televisor, instalação de aplicações interativas via USB, transferência de vídeos e imagens via Firewire e conexão aos dispositivos para o canal de interatividade através da porta Ethernet.
Conversor Digital ISDB – HD: É todo conversor digital ISDB que possui saída de sinal em “Alta Definição – HD”.
Conversor ISDB ou Conversor Digital ISDB: É o componente que converte o sinal da TV digital para exibição das imagens no televisor, conhecido em inglês como “set-top box”. O conversor pode ser vendido separadamente ou estar incorporado (integrado) ao televisor. O conversor pode oferecer diversos tipos de saídas, dentre as quais: HDMI, Vídeo Componente, S-Video ou Vídeo Composto, além de saídas de áudio analógicas e digitais.
Definição: É o nível de detalhamento que a imagem pode possuir, esta é medida em número de linhas horizontais, padronizada no sistema ISDB em 480, 720 e 1080 linhas.
Definição do aparelho de televisão: É o menor elemento de imagem (detalhe mais fino) que o televisor ou monitor de TV foi projetado para exibir. Resolução é a quantidade desses elementos nas direções vertical e horizontal do televisor e/ou monitor. Quando se diz que o televisor é Full HD 1920 x 1080, significa que ele pode mostrar 1920 pixels na direção horizontal e 1080 na vertical, dando um total de 2.073.600 (1920×1080) pixels em toda tela. Caso a definição do sinal recebido seja diferente (maior ou menor) do que a definição nativa do televisor/monitor de TV, este será ajustado automaticamente para a sua definição nativa (Ver Downconverter/Upconverter). No nosso SBTVD a resolução na direção vertical está padronizada em 480, 720 e 1080 linhas.
Dolby Digital: É um formato de compressão de dados de áudio que permite armazenar áudio em múltiplos canais independentes. O Dolby digital 5.1 é o mais comum e define o sistema Surround típico, formado por cinco caixas acústicas, sendo uma caixa central, das caixas frontais e duas caixas traseiras, além do subwoofer.
Downconvert: Quando um televisor recebe um sinal cuja definição é superior à sua, o equipamento é ajustado automaticamente, reduzindo a definição original do sinal.
DTS: Significa “Digital Theater Systems”. É uma família de formatos de áudio em múltiplos canais, isto é, fontes de sons independentes entre si. O formato permite a reprodução de áudio Surround e pode ser utilizado em cinemas ou aplicações caseiras, como DVDs, por exemplo.
DVI: Significa “Digital Visual Interface”. É um padrão de interface de vídeo criado para melhorar a qualidade dos dispositivos de vídeos digitais, como monitores LCD e projetores digitais. Esse padrão foi criado por um consórcio de indústrias, o Digital Display Working Group (DDWG). Inicialmente o padrão foi projetado para transportar dados digitais não comprimidos para o vídeo. Ele é parcialmente compatível com o padrão High-Definition Multimedia Interface (HDMI) no modo digital (DVI-D).
Entradas RF: A entrada RF é utilizada para a conexão da antena, interna ou externa, que permitirá a recepção do sinal de TV digital.
EPG: É a funcionalidade que os conversores digitais e os televisores integrados podem possuir e que permite aos telespectadores a visualização das informações sobre os programas nos canais de TV digital.
Espectro de Freqüência: É o intervalo de todas as freqüências de VHF, UHF e SHF. A sua divisão geralmente segue acordos internacionais, que determinam que tipos de serviços serão utilizados em quais canais. No Brasil seu uso é regulado pela Anatel.
Firewire: Também conhecido como IEEE 1394, é uma interface serial para computadores pessoais e aparelhos digitais de áudio e vídeo, que oferece comunicação em alta velocidade e serviços de dados em tempo real. Uma utilidade possível para este tipo de interface é a gravação de vídeos exibidos na televisão em um computador.
Formato da imagem (4:3 ou 16:9): Esses números representam a proporção entre largura e altura da tela; toda transmissão em HDTV será no formato 16:9, que é muito parecido com os filmes feitos em películas (analógicos). Ver também “Relação de aspecto”.
Formatos de compressão de áudio: Os formatos de compressão de áudio na TV Digital são: MPEG-4 AAC LC multicanal 5.1 e níveis inferiores, MPEG-4 HE-AAC estéreo.
Formatos de compressão de vídeo: O formato de compressão de vídeo no SBTVD é o H.264, também conhecido como MPEG-4 part 10.
Freqüência: As ondas eletromagnéticas transmitem muitos tipos de sinais, entre eles o sinal de televisão. Estas ondas se propagam oscilando, e a freqüência em que elas oscilam é uma de suas principais características. A freqüência é quantificada pela unidade Hertz (Hz), que significa ciclos por segundo.
Full-seg: É a tecnologia de transmissão digital de TV para aparelhos fixos com áudio, vídeo e dados. Esta tecnologia possibilita que seja transmitido um sinal Full HD e áudio com até seis canais. Neste tipo de transmissão será possível a implementação de aplicações interativas de alta complexidade. A classificação full-seg é aplicada aos conversores digitais, também conhecidos como set-top box, e aos receptores de 13 segmentos integrados com tela de exibição, mas não exclusivos a estes. Este tipo de receptor é capaz de receber e decodificar sinais de televisão digital terrestre de alta definição e, a critério do fabricante, também receber e decodificar informações aplicadas aos serviços direcionados aos receptores portáteis, definidos como 1-Seg (Ver 1-Seg).
Ginga – Veja aqui.
H.264: O H.264 é um padrão para compressão de vídeo, também conhecido como MPEG-4 Part 10 ou AVC (Advanced Video Coding) e adotado pelo SBTVD. O padrão foi desenvolvido pelo órgão mundial de telecomunicações chamado ITU-T Video Coding Experts Group (VCEG) em conjunto com a ISO/IEC MPEG, que formaram uma parceria conhecida por Joint Video Team (JVT). A versão final deste padrão foi formalmente denominada de ISO/IEC 14496-10.
HDMI: Significa “High Definition Multimedia Interface” ou Interface Multimídia para Alta Definição. É um tipo de conexão que futuramente vai ser o padrão para reprodução áudio visual, devido a sua tecnologia que permite juntar as informações digitais de imagem e som para serem transmitidas sem perda de dados. É a melhor solução no caso de alta definição. Já está disponível em alguns DVD players e conversores de alta definição e televisores.
HDTV: Significa “High Definition Television”. É um sistema de transmissão televisiva com uma resolução de tela significativamente superior ao dos formatos tradicionais (NTSC, SECAM, PAL). Com exceção de formatos analógicos adotados na Europa e no Japão, o HDTV é transmitido digitalmente e por isso sua implementação geralmente coincide com a introdução da televisão digital. Apesar de vários padrões de televisão de alta definição terem sido propostos ou implementados, os padrões HDTV atuais são definidos pelo ITU-R BT.709 como 1080i (interlaced), 1080p (progressive), utilizando uma proporção de tela de 16:9. O termo “alta definição” pode se referir à própria especificação da resolução ou mais genericamente ao meio (ou mídia) capaz de tal definição, como filme fotográfico ou o próprio aparelho de televisão.
IEEE 1394: ver FireWire.
Interlaced Scan (i) (Imagem Entrelaçada): Embora as imagens que vemos nos televisores aparentem estar preenchendo toda a tela de uma só vez, estas são formadas em linhas. A imagem é chamada de entrelaçada porque são exibidas primeiramente todas as linhas impares, como 1,3,5,7 etc, e, somente após o preenchimento de toda a tela com essas linhas, é que é iniciada a reprodução das linhas pares, 2,4,6,8 etc. A grande maioria dos televisores de cinescópio disponíveis no mercado utiliza esta tecnologia.
ISDB-TB (Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial): É a sigla do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD). Foi desenvolvido no Japão e o Brasil adotou com algumas alterações. (criar um link para o texto “Diferenciais do SBTVD”).
Letter box: É o método que permite apresentar imagens Widescreen em um televisor padrão com relação de aspecto 4:3. Com o intuito de preservar a relação de aspecto original do conteúdo de vídeo, a imagem é redefinida no televisor sem que seja inserida nenhuma distorção da imagem. Assim, é possível que a imagem se ajuste horizontalmente ao monitor. Porém, uma vez que esta imagem não irá preencher verticalmente toda a tela, as barras horizontais são utilizadas acima e abaixo da imagem de forma a preencher o espaço não preenchido.
Looptrough: É a conexão de saída de antena para a TV.
Luminância: Uma medida da intensidade de uma fonte de luz, também utilizada como sinônimo de brilho.
Modem: É um equipamento que tem como função modular os sinais que são transmitidos e demodular os sinais que são recebidos.
Modulação: É um processo de empacotamento da informação. Quando se faz uma transmissão, o sinal pode sofrer uma série de interferências e degradações. A modulação é responsável pela “proteção” do sinal, de modo que a informação originalmente transmitida possa ser reconstituída da maneira mais fiel possível.
MPEG: é uma família de softwares para comprimir Vídeo e Áudio . O MPEG-1 é para Vídeo conferência. O MPEG-2 foi desenvolvido para TV Profissional em definição padrão (SD). O MPEG-3 seria usado para TV de Alta Definição, mas como demorou a chegar ele foi utilizado em Áudio, e surgiu o MP-3, que hoje já evoluiu para números maiores.
Quando veio a TV Digital com a Alta Definição surgiu o MPEG-4 porque havia a necessidade de uma compressão maior. Graças a ele é possível a Multiprogramação. O sistema ISDB-TB usa o MPEG-4 para comprimir Vídeo e Áudio nos Estúdios, onde os programas são produzidos e o MPEG-2 transmiti os programas via antenas de UHF. Hoje já se fala em MPEG-7 e 21. O último seria para garantir a interoperabilidade total. A sequência dos números no desenvolvimento do MPEG foi estratégicamente alterada, pois pode surgir alguma aplicação inesperada.
Multi-programação: É a possibilidade de o telespectador ter acesso a mais de um programa de televisão no mesmo canal.
NTSC: Significa “National Television Standards Committee”; é o sistema padrão de cores utilizado para televisão nos Estados Unidos.
OFDM: Significa “Orthogonal Frequency Division Multiplexing”. É um sistema de modulação utilizado pelo SBTVD no qual o canal de 6 MHz designado para TV digital é dividido em milhares de portadoras ortogonais entre si. Sua principal vantagem é a robustez ao ruído causado por interferências de multi-percurso.
PAL-M: É o sistema analógico de televisão em cores utilizado pelo Brasil. A sigla P.A.L. é a abreviatura de “Phase Alternate Line”. O PAL-M foi a solução encontrada na época da adoção do sistema de cor para que, desta forma, as transmissões em cores pudessem ser recebidas pelos aparelhos em preto-e-branco sem a necessidade de adaptadores, e vice-versa. Atualmente a maioria dos monitores e televisores faz a detecção automática do tipo de sistema de vídeo (PAL ou NTSC).
Pillar box: São barras laterais utilizadas como recurso para que imagens com relação de aspecto 4:3 possam ser exibidas em um televisor cuja relação de aspecto de tela seja 16:9 ou Widescreen. Com o intuito de preservar a relação de aspecto original do conteúdo de vídeo, a imagem é redefinida no televisor sem que seja inserida nenhuma distorção da mesma. Assim, é possível que a imagem se ajuste a altura do monitor. Porém, uma vez que esta imagem não irá preencher horizontalmente toda a tela, as barras laterais são utilizadas do lado esquerdo e direito da imagem de forma a preencher o espaço lateral não preenchido.
Pixel: É a aglutinação de “picture element”, sendo que a palavra “picture” é abreviada para pix. O pixel é o menor ponto em uma imagem, possui 3 pontos de cores (vermelho, verde e azul) e assim consegue reproduzir 256 tonalidades de cores (equivalente a 8 bits), a combinação de muitos pixels gera uma imagem e quanto maior a quantidade de pixels, mais definida é a imagem. O pixel está diretamente ligado à definição, quando falamos 1024 x 768, nada mais é do que o número horizontal de pixels versus o número vertical deles em uma linha perpendicular à altura da tela.
Progressive Scan: Em português significa “imagem progressiva”. É um sistema de processamento de sinal utilizado por alguns televisores ou geradores de imagem. Nesse caso, ao contrário do sistema entrelaçado, cada quadro de imagem é formado seqüencialmente, gerando melhoria considerável na qualidade subjetiva da imagem. Grande parte dos aparelhos de TV de LCD e Plasma já incorporam esta tecnologia.
PS: É a abreviatura de “Parametric Stereo”. É uma ferramenta da codificação AAC que permite uma redução nas taxas de bits utilizadas para a transmissão do áudio estéreo.
RCA: Ver vídeo composto.
Receptor: Ver conversor digital.
Relação de aspecto: A relação de aspecto define a relação entre a largura e a altura da imagem apresentada na tela dos televisores, cinemas, dispositivos portáteis e móveis. A relação de aspecto padronizada para o sistema de televisão analógico brasileiro é de 4:3, ou seja, quatro unidades na largura X três unidades na altura. Essa proporção foi escolhida durante os primeiros anos da televisão, quando a maioria dos filmes utilizava este formato. O SBTVD utiliza a inovadora proporção 16:9, também conhecida como Widescreen. A proporção 4:3 continua mantida para exibição de mídias anteriores.
Resolução: Ver definição.
S/PDIF: Essa conexão permite o tráfego do sinal de áudio dos conversores digitais para o televisor e “home theaters” de forma digital, preservando sua qualidade. A conexão S/PDIF pode ser realizada com a utilização de um cabo ótico ou coaxial.
Set-top Box: Ver “Conversor”.
Surround: É um conceito que tem como objetivo trazer um ambiente mais realístico de áudio, aumentando a sensação de imersão do telespectador no ambiente da cena. A maneira mais comum de implementação do surround é a utilização de múltiplos canais de áudio, como o 5.1. O áudio Surround será mais uma das possibilidades oferecidas pela TV digital.
S-Video: Significa “Separated Video”. Esse sistema oferece melhor qualidade (subjetiva na primeira geração), de imagem do que vídeo composto. São três fios usados que percorrem pelo interior de um único cabo: um para transmitir a imagem em preto-e-branco, outro para transmitir as informações de cor e um terceiro, que é o terra. Esse formato é inferior ao Vídeo Componente (Component Video).
Taxa de bits: É a quantidade de bits por segundo transmitida ou recebida por um determinado equipamento. No mundo digital a informação é transmitida por meio de bits, portanto quanto maior a taxa de bits melhor a qualidade de áudio e vídeo.
Taxa de contraste: Quanto maior a taxa de contraste de um televisor, maior é a capacidade do equipamento de exibir as graduações de cores. A taxa de contraste determina a quantidade de graduações existentes do branco até o preto em uma imagem. Quanto mais contraste tiver o televisor, melhor será a imagem.
Televisor “HD Ready”: É o televisor que possui sintonizador analógico, mas é capaz de reproduzir imagens com definição de 720 ou 1080 linhas horizontais.
Televisor Analógico: É todo televisor que possui um sintonizador interno que permita receber as transmissões analógicas, mas não recebe transmissões digitais, necessitando, para isso, de um conversor (set-top box).
Televisor Digital: É todo televisor que possui um sintonizador interno que permita receber as transmissões digitais sem necessidade de um conversor (set-top box). Esse televisor pode receber também transmissões analógicas.
Televisor HDTV (High Definition TV – TV de Alta Definição): São os televisores capazes de reproduzir imagens com definição de 720 ou 1.080 linhas horizontais. Os modelos cuja definição nativa é de 1.080 linhas, se possuírem a função “progressive scan”, que podem exibir imagens com 1.080 linhas de definição horizontal progressiva (1080p), são conhecidos como Full HD. Quando utilizados em fontes de sinal 1.080i (Ex: transmissões em HD) ou 1.080p (Ex: DVD de alta definição), estes televisores podem exibir a melhor definição disponível em alta definição.
Televisor ISDB Integrado (Conversor digital integrado): Independente de sua tecnologia (CRT, Plasma, LCD ou Projeção), é o televisor que possui o conversor digital integrado. Isso significa que estes aparelhos podem receber sinais de TV digital no padrão SBTVD, diretamente da antena, sem a necessidade de um conversor para converter o sinal.
Televisor SDTV (Standard Definition TV): São os televisores que têm definição nativa de 480 linhas horizontais. A maior parte dos televisores presentes no mercado pode reproduzir sinais com 480 linhas entrelaçadas (480i). Com a transmissão digital a qualidade de imagem desses televisores será a mesma que apresentam quando conectados a um DVD. Quando possuem a função “progressive scan” esses televisores podem reproduzir 480 linhas progressivas (480p) gerando uma imagem ainda melhor. O conceito SDTV tem relação com a qualidade de imagem e não com o fato do produto ser digital ou analógico. Um produto SDTV pode ter um sintonizador digital.
Tensão de alimentação: A tensão de alimentação necessária para o correto funcionamento do televisor integrado ou do conversor digital no país é: 100/220 Volts – 60Hz.
Transmissão terrestre: Transmitidos por ondas de radiofreqüência, os sinais, analógicos ou digitais, são transmitidos pelo ar a partir de antenas terrestres e necessitam de antenas e receptores apropriados para a sua recepção.
TV a cabo: É um sistema que distribui conteúdo áudio visual para os domicílios via cabos. Normalmente tem um número significativo de canais disponibilizados. É um serviço pago.
TV aberta: É um sistema que emite livremente, sem encargos e taxas, sinais de TV com conteúdo áudio visual, bastando simplesmente que os usuários tenham um receptor de TV, com antena adequada, para que tenham a acesso a esse conteúdo.
TV Analógica – transmissão (sinal aberto): É o sinal de TV terrestre que varia continuamente no tempo para representar as imagens e os sons. É semelhante ao cinema de película e a fotografia analógica que usa filme. A principal desvantagem da tecnologia analógica é o ruído que degrada a qualidade da imagem e do som. (é transmitido de forma analógica). É comum ocorrer perda da qualidade no processo de transmissão/recepção, ocasionando ruídos e interferências na imagem recebida.
TV de projeção: Funciona igual a um projetor, porém essa imagem é gerada invertida e é projetada na parte de trás da tela do televisor, assim vemos a imagem não mais invertida do outro lado. Nos projetores uma luz muito forte passa por espelhos que filtram essa luz em três cores que se unem e são projetadas para formarem a imagem.
TV de tubo (CRT): CRT é um acrônimo para a expressão inglesa “Cathode Ray Tube” ou em português “Tubo de Raios Catódicos”, também conhecido como Cinescópio. Dentro do aparelho de TV existe esse tubo de raios catódicos onde se encontram duas placas, uma positiva e outra negativa. Quando a tensão entre essas duas placas é muito alta gera elétrons, e quando esses atingem a placa positiva a diferença de energia gera um feixe de luz que atravessa o tubo e pára na parte de trás do vidro da televisão, formando a imagem.
TV Interativa: A televisão interativa é uma forma de televisão onde a participação do usuário pode afetar diretamente o conteúdo que já se encontra disponível ou será transmitido.
TV ISDB Digital – Transmissão (sinal aberto): É o sinal de TV terrestre transmitido de forma digital. O grande benefício deste sistema é que não há perda da qualidade no processo de transmissão. A imagem e o áudio permanecem 100% com a qualidade do sinal original, eliminando os ruídos e as interferências característicos do sistema analógico.
TV LCD (Liquid Crystal Display): A TV de LCD gera imagens por meio de um feixe de luz que passa por pequenas células que contém um cristal líquido que são controlados por uma corrente elétrica e assim geram as três cores de luz básicas (vermelho, verde e azul) para formar as imagens.
TV móvel: Permite a captação dos sinais de TV em dispositivos (como celulares e mini-televisores) em movimento. Dentro de ônibus, de trens, de carros, de barcos, por exemplo.
TV de Plasma: No painel de plasma encontramos pequeninas células que contêm uma mistura de gazes, quando uma corrente elétrica passa por essas células excita o gás que passa para o estado plasma e gera luz.
TV portátil: Permite a recepção em equipamentos portáteis em qualquer localidade, utilizando-se de celulares, televisores de mão ou computadores equipados com receptor de TV. É possível receber os sinais de TV nestes aparelhos estando parado ou em movimento.
TV via Satélite: Com o avanço da tecnologia foi possível receber o sinal diretamente via satélite nos domicílios. Um satélite recebe a transmissão de outros satélites ou de uma central terrestre, esse satélite retransmite para as casas que têm de possuir uma antena específica e deve ser apontada para o satélite.
UHF: Significa “Ultra High Frequency”, ou em português “Freqüência Ultra Alta”. Designa a faixa de freqüências que vai de 300 MHz até 3 GHz.
Upconvert: Quando um televisor recebe um sinal cuja definição é inferior à sua definição nativa, este é automaticamente ajustado para a definição nativa. Por exemplo: se o sinal tiver 480 linhas e o TV tiver definição nativa de 1.080 linhas, este acrescentará linhas intermediárias e exibirá 1.080 linhas.
VHF: Significa “Very High Frequency”, ou em português “Freqüência Muito Alta”. Designa a faixa de freqüências que vai de 30 MHz até 300 MHz.
Vídeo componente: Para transmissões de imagem (brilho e cores) é necessário que informações sobre esses atributos cheguem ao aparelho em que vai ocorrer a reprodução. Para isso temos em muitos casos várias opções, o vídeo componente é mais uma dessas opções onde são usados três conectores, chamados Y (conector verde), Pb (ou Cb ou ainda B-Y, conector azul) e Pr (ou Cr ou ainda R-Y, conector vermelho). No conector Y são transmitidas as informações de vídeo (imagem preto-e-branco – brilho) enquanto nos outros dois conectores são transmitidas as informações de cor. Assim é reproduzida uma imagem superior as que se conseguiria usando outras conexões como S-Video e vídeo composto (composite RCA).
Vídeo composto: Composite ou Composto, nesse padrão, o sinal de vídeo é transmitido em apenas um fio, misturando informações de imagem (brilho e cor) e cor no mesmo sinal. É por esse motivo que o padrão tem qualidade ruim de imagem para transmissões de vídeo usando cabo; é um dos tipos mais populares de conexão de vídeo e utiliza conector RCA (“Radio Corporation of America”), empresa que introduziu esse tipo de conector no mercado em meados dos anos 40; a informação percorre por um fio interno, depois vem blindagem e em seguida o isolamento de borracha.
Vídeo RGB: O modelo de cores RGB é um modelo aditivo no qual o vermelho, o verde e o azul (usados em modelos aditivos de luzes) são combinados de várias maneiras para reproduzir outras cores. O nome do modelo e a abreviação RGB vêm das três cores primárias: vermelho, verde e azul (Red, Green e Blue), e só foi possível devido ao desenvolvimento tecnológico de tubos de raios catódicos – com os quais foi possível fazer o display de cores ao invés de uma fosforescência monocromática (incluindo a escala de cinza), como no filme preto e branco e nas imagens de televisão antigas.
Vídeo Y, Pb, Pr: Disponíveis no mercado, os cabos e conexões HDTV-Componente são também conhecidos pela sigla Y/Pb/Pr. Esta identificação é referente aos sinais B-Y (Pb) e R-Y (Pr) que neles são trafegados individualmente em cada cabo. A combinação dos três sinais (Y/Pb/Pr) provê toda informação necessária para a correta formação da imagem. Nos equipamentos de vídeo existentes no mercado, esses três sinais componentes referem-se a: Luminância (Y) – para brilho, e os dois sinais de crominância (Pb – Azul) e (Pr – Vermelho) – para cor. O verde, que não aparece é recuperado eletronicamente dentro do televisor.
Widescreen: Ver relação de aspecto.

Para saber mais consulte Fonte de origem : http://www.dtv.org.br

Dicas para comprar seu aparelho de recepção digital

Cuidados ao comprar seu conversor digital, televisor com conversor integrado, mini TVs e celulares com recepção de TV Digital Ao pesquisar preços de equipamentos destinados à recepção do sinal de TV digital terrestre, o consumidor notará que há diversas opções de marcas e preços. Portanto, na hora que decidir pela compra de um equipamento de recepção de TV digital, verifique se o fabricante é associado ao Fórum Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD). Os produtos das empresas associadas ao Fórum possuem a marca DTV ou DTViimpressa no produto, na embalagem e, no caso dos televisores, no adesivo colado na borda da TV (“flag”).
O Fórum SBTVD, em conjunto com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), é a associação responsável pela elaboração das normas técnicas para a TV Digital no Brasil, o que inclui as normas que estabelecem os requisitos de desempenho para equipamentos de recepção (conversores digitais e televisores com conversor integrado). Dessa forma, todas as empresas associadas ao Fórum SBTVD possuem produtos em conformidade com as normas técnicas brasileiras, o que garante o perfeito funcionamento de seus produtos, satisfação e tranquilidade dos usuários da TV digital. Ademais, as empresas associadas ao Fórum SBTVD são legalmente estabelecidas no Brasil e possuem garantia de assistência pós-venda. Confie sempre a instalação de seu equipamento de recepção de TV Digital a um técnico ou antenista especializado para garantir a perfeita recepção do sinal digital. Atenção: há empresas não associadas ao Fórum SBTVD que usam, sem autorização, o logo DTV. Desta forma, antes de comprar seu conversor, clique aqui e conheça as empresas fabricantes de equipamentos de TV Digital associadas ao Fórum SBTVD, para sua tranqüilidade e segurança. Agora que você já conhece a importância de comprar um equipamento com a marca DTV ou DTVi, clique aqui para obter outras importantes informações antes de adquirir seu equipamento de recepção de TV Digital.

Fonte de origem : http://www.dtv.org.br